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Resumen
Há no pensamento inicial de Martin Heidegger um projeto que gostaria de denominar “filosofia da situação”. Tal projeto se caracteriza pela equiparação radical entre as possibilidades de ser do ser-aí e as do seu aí. A partir dessa equiparação, suspende-se por completo a cesura tradicional entre interior e exterior, sujeito e objeto, fazendo com que a noção de situação conquiste um estatuto ontológico. Ser implica aqui necessariamente ser a sua situação. A esse elemento corresponde, porém, um outro. O ser-aí humano não é apenas o ente que se confunde com a sua situação, ele também é o ente que tem de ser para ser, que, sendo, coloca em jogo o seu ser, que, sendo, está entregue à responsabilidade pelo seu ser. O que mostraremos no presente texto é em que medida essa posição instaura uma ética de bases ontológicas e o quanto essa ética envolve um compromisso com a totalidade do que é tanto quanto com a totalidade do tempo histórico. Sendo, o ser-aí humano não coloca apenas em jogo o seu ser, mas coloca em jogo o ser de tudo o que é e para toda a eternidade. Esse ponto é o objetivo final do presente texto.
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Referencias
- ARENDT, Hanna. Eichmann em Jerusalém: Ensaio sobre a banalidade do mal. São Paulo: Companhia das Letras, 1999.
- CASANOVA, Marco. O instante extraordinário: Vida, história e valor na obra de Friedrich Nietzsche. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2000.
- CASANOVA, Marco. Mundo e historicidade 1, 2 e 3, Leituras fenomenológicas de Ser e tempo. Rio de Janeiro: Editora Via Verita, 2017, 2021, 2024.
- CROWELL, Steven. Normativity and Phenomenology in Husserl and Heidegger. Cambridge: Cambridge University Press, 2013.
- FIGAL, Günter. Oposicionalidade: O elemento hermenêutico e a filosofia. Tradução de Marco Casanova. Petrópolis: Editora Vozes, 2007.
- GALLAGHER, Shaun e ZAHAVI, Dan. A mente fenomenológica. Tradução de Marco Casanova. Rio de Janeiro: Editora Via Verita, 2024.
- GEORG, Stefan. Gedichte. Frankfurt:Insel Verlag, 2005.
- HEIDEGGER, Martin. Sein und Zeit. Tuebingen: Max Niemeyer, 1988.
- HEIDEGGER, Martin. Die Grundbegriffe der Metaphysik (Welt – Endlichkeit – Eisamkeit). Vittorio Klostermann, 1992.
- HEIDEGGER, Martin. Einleitung in die Philosophie. Frankfurt: Vittorio Klostermann, 2001.
- HEIDEGGER, Martin. Os conceitos fundamentais da metafísica (Mundo – Finitude – Solidão). Tradução de Marco Casanova. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2003.
- HEIDEGGER, Martin. Wegmarken. Frankfurt: Vittorio Klostermann, 2004.
- HEIDEGGER, Martin. Introdução à filosofia. Tradução de Marco Casanova. São Paulo: WMF, 2010.
- MERLEAU-PONTY, Maurice. Fenomenologia da percepção. Tradução de Carlos Alberto de Moura. São Paulo: WMF, 2008.
- NIETZSCHE, Friedrich. 2a Consideração extemporânea: Da utilidade e da desvantagem da história para a vida. Tradução de Marco Casanova. Rio de Janeiro: Relume Dumará, 2003.
- NIETZSCHE, Friedrich. Além de Bem e Mal. Tradução de Paulo César de Souza. São Paulo: Companhia das letras, 1999.
- SARTRE, Jean-Paul. Situações I: Críticas literárias. Tradução de Cristina Prado. São Paulo: Cosacnaify, 2005.
- SCHÜRMANN, Reiner. Le principe d’anarchie: Heidegger et la question de l’agir. Paris: Diaphanes, 2013.
- ZAHAVI, Dan. Subjectivity and Selfhood: Investigating the First-Person Perspective. Oxford: Oxford University Press, 2008.
- WIELAND, Wolfgang. Platon und die Formen des Wissens. Goettingen: Vandenhoeck & Ruprecht, 1999.
Referencias
ARENDT, Hanna. Eichmann em Jerusalém: Ensaio sobre a banalidade do mal. São Paulo: Companhia das Letras, 1999.
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WIELAND, Wolfgang. Platon und die Formen des Wissens. Goettingen: Vandenhoeck & Ruprecht, 1999.